Gestão Democrática em questão.
quarta-feira, 8 de maio de 2013
Eleições para diretores (Município de Novo Gama)
Como se dá a eleição para diretores no nosso município
Os candidatos a diretores de unidade escolar da rede pública estadual têm, entre as exigências, de participar de um curso de formação à distância e em seguida, serão a uma avaliação de conhecimento sobre gestão escolar. Isso terá por base os conteúdos ministrados durante o curso, onde deverão ter 60% no minimo. Os selecionados deverão proceder ao registro da sua candidatura junta à comissão local e apresentar plano de trabalho, com possíveis soluções para os problemas detectados.
A eleição do diretor pela comunidade escolar será via voto direto e facultativo, com direito a voto professores, pais ou responsáveis e alunos a partir do 5° ano.
TODOS PRECISAM SE SENTIR ENVOLVIDOS.
Todos devem se sentir envolvidos
Todos tem seu voto como uma arma contra a hipocrisia, a favor da
Verdades da Profissão de Professor:
Ninguém nega o valor da educação e que um bom professor é imprescindível. Mas, ainda que desejem bons professores para seus filhos, poucos pais desejam que seus filhos sejam professores. Isso nos mostra o reconhecimento que o trabalho de educar é duro, difícil e necessário, mas que permitimos que esses profissionais continuem sendo desvalorizados. Apesar de mal remunerados, com baixo prestígio social e responsabilizados pelo fracasso da educação, grande parte resiste e continua apaixonada pelo seu trabalho.
A data é um convite para que todos, pais, alunos, sociedade, repensemos nossos papéis e nossas atitudes, pois com elas demonstramos o compromisso com a educação que queremos. Aos professores, fica o convite para que não descuidem de sua missão de educar, nem desanimem diante dos desafios, nem deixem de educar as pessoas para serem “águias” e não apenas “galinhas”. Pois, se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela, tampouco, a sociedade muda."
Paulo Freire
E nós como pedagogas, o que queremos para o futuro dos nossos alunos?
Que tipo de profissionais queremos para a humanidade?
A que ponto poderemos afirmar, eu fiz o que estava ao meu alcance, ou melhor seria: " Fiz até o que eu não podia!".
Futuro pedagogo, repense suas atitudes, não busque pisos salariais, busque educação e mudança para toda humanidade, busque satisfação conjunta de um proposito de vida longa. Acredite que você sozinho é a força e planeje de modo que seja sempre o exemplo de que a humanidade queira se espelhar.
O que espera fazer para que seja visto na rua como Pedagogo(a) que merece ou que buscou se tornar?
Uma
análise consistente da realidade escolar brasileira mostra que a atual situação
de precariedade da escola pública só poderá ser superada a partir de forte
vontade política dos governantes, que se concretize na necessária atenção para
com o ensino e no provimento dos recursos imprescindíveis para a realização de
uma escola pública de qualidade. A esse respeito, a eleição de diretores não
tem o imediatismo que muitos desejariam. Seu papel é apenas o de contribuir
para que a população possa contar com um recurso que lhe possibilite exercer
alguma pressão sobre o Estado para que ele atue na direção desejada. Em
síntese, a razão determinante da opção pela eleição como mecanismo de seleção
de diretores é a crença de que, por um lado, pode-se escolher um profissional
que se articule com os interesses da escola, e por outro, o próprio método de
escolha condiciona, em certa medida, seu compromisso, não com o Estado, como
fazem as opções do concurso e da nomeação, mas com os servidores e usuários da
escola. Mas, por mais importante que seja esse comprometimento - porque deixa
aberta a possibilidade de o diretor, articulando-se com usuários e servidores,
pressionar o Estado - ele é apenas um recurso para melhorar a escola, não uma
certeza. Tudo dependerá do jogo de forças envolvidas, que não é função,
obviamente, apenas da eleição do diretor.
ELEIÇÃO DE DIRETORES DE ESCOLAS PÚBLICAS:
AVANÇOS E LIMITES DA PRÁTICA*
Vitor Henrique Paro
* Trabalho
apresentado na 19ª Reunião Anual da ANPEd, realizada em Caxambu, MG, de 22 a
26/9/1996. Publicado em: Revista Brasileira de Estudos Pedagógicos,
Brasília, v. 77 , n. 186, p. 376-395, maio/ago, 1996 e em: Revista Portuguesa de Educação,
Braga, v. 10, n. 2, p. 139-151, 1997. Também publicado em PARO, Vitor Henrique.
Escritos
sobre educação. São Paulo: Xamã, 2001. p. 63-78.
Liberdade é Democracia.
"Toda pessoa tem a
liberdade de não reconhecer nenhum valor moral. Mas, como já disse, isso não a
ajuda a ser livre. Hegel tinha razão quando distinguiu entre liberdade e
arbítrio. A liberdade é sempre liberdade para algo, e não apenas liberdade de
algo. Se interpretarmos a liberdade apenas como o fato de sermos livres de
alguma coisa, encontramo-nos no estado de arbítrio, definimo-nos de modo
negativo. A liberdade é uma relação e, como tal, deve ser continuamente ampliada, e ser livre se, em volta dele, há outros que não o são." (Heller, 1982, p. 155; grifos no original).
O próprio conceito de liberdade contém o conceito de dever, o conceito de regra, de reconhecimento, de intervenção recíproca.
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